MORTALIDADE EMBRIONÁRIA E FETAL EM SUÍNOS: UMA REVISÃO

Joselaine Bortolanza Padilha, Priscila Michelin Groff, Roberta Turmina, Pedro Paulo Maia Teixeira

Resumo


O número de leitões desmamados/fêmea/ano é um dos principais índices de avaliação da produtividade dentro de uma granja de suínos. Dessa forma, como a gestação é considerada a fase mais crítica da suinocultura, exige cuidados e assistência constantes, para garantir o sucesso em todo ciclo produtivo. Em contrapartida, existem muitos fatores que podem causar a perda de embriões e fetos. Diante disso, essa revisão tem como objetivo expor os principais aspectos relacionados à mortalidade embrionária e fetal em suínos. A mortalidade embrionária ocorre até os 35 dias de gestação, resulta em absorção dos embriões e pode ter causas múltiplas. A mortalidade fetal é aquela que ocorre após os 35 dias de gestação, quando já se iniciou a ossificação dos conceptos. Quando ocorre dos 35 até os 90 dias, os fetos são considerados mumificados e aqueles que morrem após os 90 dias são denominados natimortos. As causas de mumificação e natimortalidade podem estar relacionadas com a matriz, com o ambiente e com a presença de agentes infecciosos causadores de doenças reprodutivas. Dessa forma alguns fatores que têm influência são: maior ordem de parto, leitegadas grandes e com baixo peso e partos prolongados. Com relação aos agentes infecciosos, os principais são o Parvovirus e a Leptospira. Manejo correto dos animais, medidas sanitárias e de biosseguridade são medidas adotadas para controlar os índices de mumificação e natimortalidade.

Palavras-chave


Gestação. Mortalidade. Prolificidade. Natimortos. Parvovirose.

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DOI: http://dx.doi.org/10.3738/21751463.1649