A IMPORTÂNCIA DO COMPORTAMENTO DA ESPÉCIE CANINA COMO POTENCIAL FATOR DE RISCO DE TRANSMISSÃO DA LEPTOSPIROSE

Gabriela Pinheiro Tirado Moreno, ANDRÉ LUIZ BAPTISTA GALVÃO, Katia Denise Saraiva Bresciani

Resumo


A leptospirose é uma enfermidade causada por bactérias do gênero Leptospira, que apresenta morfologia característica espiralada ou helicoidal. Doença infectocontagiosa, de apresentação clínica complexa,polissintomática, com elevada letalidade dos animais acometidos e que possui relevância em saúde pública em virtude do seu potencial zoonótico. A transmissão desta enfermidade é resultante do contato direto ou indireto com a urina de animais infectados, sendo que no âmbito urbano, os roedores são considerados os principais reservatórios. Os seres humanos possuem maior risco de infecção ao entrarem em contato intenso com a água ou o solo, contaminado com a bactéria. Entretanto, atividades que envolvem contato com animais, especialmente com órgãos genitais, coleta e processamento de amostras de urina são também consideradas de risco, como no exercício da Medicina Veterinária. Os cães têm sido considerados hospedeiros de manutenção da Leptospira interrogans sorogrupo Canicola sorovar Canicola e seu comportamento natural, como socializar, se reproduzir e marcar território, pode atuar como fator de risco tanto para o animal adquirir a infecção quanto para a transmissão da leptospirose para outro cão e/ou favorecendo a infecção humana. Dessa forma, no presente estudo, nós abordamos a importância do comportamento da espécie canina como potencial fator de risco na transmissão da leptospirose.

Palavras-chave


Medicina Veterinária

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DOI: http://dx.doi.org/10.3738/21751463.3580