Discopatia cervical e toracolombar em cães: revisão

Gabriela Augusta de Andrade Barbosa Borges, Elzylene Léga

Resumo


Existem duas categorias de discopatias, a cervical e a toracolombar. As lesões do disco cervical ocorrem mais comumente entre as vértebras cervicais C2-C3. As lesões do disco toracolombar ocorrem mais comumente entre as vértebras torácicas T12-T13 e toracolombares T13-L1. A hérnia de Hansen tipo I ocorre pela extrusão do disco intervertebral. A hérnia de Hansen tipo II ocorre pela protrusão do disco intervertebral. Na hérnia de Hansen tipo III ocorre lesão medular sem compressão. Na discopatia cervical o principal sinal clínico é a cervicalgia. Na discopatia toracolombar os sinais clínicos incluem variados graus de ataxia, paraparesia e paraplegia. O diagnóstico da doença do disco intervertebral (DDIV) é baseado na anamnese, exame físico, neurológico e complementares. A confirmação ocorre pelo exame complementar de imagem. Dentre as opções de exames complementares de imagem estão a radiografia simples (Exame de triagem), mielografia, tomografia, mielotomografia e, a melhor opção atualmente, a ressonância magnética. A sensibilidade à dor profunda é um importante indicador do prognóstico. O tratamento pode ser conservador, cujo principal aspecto é o confinamento estrito; ou por meio da descompressão cirúrgica. Na discopatia cervical os procedimentos cirúrgicos descompressivos incluem laminectomia dorsal, hemilaminectomia (Raramente indicadas) e slot ventral (Método de eleição). Na discopatia toracolombar os procedimentos cirúrgicos descompressivos incluem laminectomia dorsal (Funkquist tipo A e B, profunda e modificada), hemilaminectomia e mini-hemilaminectomia ou pediculectomia. No pós-operatório, muitos profissionais recomendam a fisioterapia e acupuntura para ajudar na recuperação.

Palavras-chave


Doença Neurológica; Hansen; Hérnia de Disco; DDIV

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DOI: https://doi.org/10.3738/21751463.3658