VIABILIDADE TÉCNICA E ECONÔMICA DA CO-INOCULAÇÃO DE SOJA NO ESTADO DE SÃO PAULO

Ivana Marino Bárbaro, Fernando Bergantini Miguel, José Antonio Alberto da Silva, Paloma Helena da Silva Libório, Renato Massaro Sobrinho, Everton Luis Finoto, Gustavo Pavan Mateus, Wander Luis Barbosa Borges, Rogério Soares de Freitas

Resumo


Para aumento da eficiência da fixação biológica de nitrogênio em soja com vistas na elevação de patamares de produtividade, tem-se como alternativa o uso da co-inoculação. A tecnologia combina uma prática bem conhecida pelos sojicultores que consiste na inoculação de Bradyrhizobium, com Azospirillum, uma bactéria até então descrita por sua ação de promoção de crescimento em gramíneas. Objetivou-se analisar a viabilidade técnica e econômica da cultura da soja no Estado de São Paulo, em resposta ao uso da co-inoculação. Os experimentos foram conduzidos na safra 2016/17, sendo dois em Colina, SP, um em Jaboticabal, SP e outro em Guaíra, SP. Em Colina e Jaboticabal, analisou-se uma cultivar em quatro tratamentos sendo: testemunha, co-inoculação (Bradyrhizobium + Azospirillum) nas sementes, co-inoculação com Bradyrhizobium na semente e Azospirillum no sulco de semeadura e co-inoculação no sulco de semeadura. Em Guaíra, o experimento foi constituído por 32 cultivares analisadas em dois tratamentos: testemunha e co-inoculação no sulco de semeadura. O delineamento experimental foi em blocos casualizados com 3 repetições. Para análise estatística conjunta, considerou-se o valor médio de produtividade de grãos obtido com três modos de aplicação da co-inoculação para os experimentos de Colina e Jaboticabal, e o valor médio da produtividade de grãos das 32 cultivares submetidas à co-inoculação para Guaíra. Assim, adotou-se o esquema fatorial 4 x 2, constituindo o primeiro fator: os experimentos (1º, 2º, 3º e 4º) e o segundo fator o tratamento (testemunha e co-inoculação). A co-inoculação aumenta a produtividade de grãos, sendo economicamente viável.

Palavras-chave


Inoculação mista. Custo operacional efetivo. Glycine max. Desempenho produtivo. Desempenho econômico

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DOI: http://dx.doi.org/10.3738/1982.2278.2819

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