EMERGÊNCIA DE PLANTAS DANINHAS EM CANAVIAIS INFLUENCIADA POR DIFERENTES DOSES DE CALCÁRIO

Eduardo Moro, Carlos Alberto Mathias Azania, Andréa Aparecida de Padua Mathias Azania, Ana Regina Schiavetto, Rodrigo Cabral Adriano, Ricardo Oliveira Soares

Resumo


A hipótese de que alterações químicas no solo, proporcionadas pela aplicação de doses de calcário prejudicam o desenvolvimento de algumas infestantes e beneficiam outras foi sugerida. Para tanto, estudou-se o efeito de doses de calcário aplicadas ao solo sobre a emergência e desenvolvimento inicial das espécies de plantas daninhas monocotiledôneas e dicotiledôneas infestantes de canaviais. Foram instalados dois experimentos em delineamento experimental inteiramente casualizado, em quatro repetições, ambos em vasos (3 L) e em casa de vegetação. Os esquemas fatoriais foram 5 x 4 e 6 x 4, sendo alocadas no primeiro fator as espécies monocotiledôneas (Brachiaria decumbens, Brachiaria brizantha, Panicum maximum, Digitaria horizontalis, Rottboellia exaltata) para o primeiro experimento e dicotiledôneas (Ipomoea quamoclit, Ipomoea grandifolia, Ipomoea purpurea, Ipomoea nil, Merremia aegyptia, Euphorbia heterophylla) no segundo experimento; o segundo fator representou as doses de calcário (0, 800, 1600 e 3200 kg ha-1) para ambos os experimentos. Avaliou-se até o 15° dia após semeadura (DAS) o número de plantas emergidas, posteriormente, calculou-se a emergência (%) e o índice de velocidade de emergência; aos 49 DAS aferiu-se a altura e o número de folhas, massa seca da raiz e parte aérea das plantas. A hipótese inicial foi confirmada como verdadeira, pois a dose de 3200 kg ha-1 de calcário estimulou a emergência e prejudicou o acúmulo de massa seca nas plantas monocotiledôneas, enquanto que nas dicotiledôneas a dose máxima foi indiferente na emergência, mas prejudicou o acúmulo de massa seca.

Palavras-chave


pH; Plantas daninhas; Cana-de-açúcar

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DOI: http://dx.doi.org/10.3738/nucleus.v9i2.727