PRINCIPAIS DOENÇAS DA CULTURA DA SOJA E MANEJO INTEGRADO

Margarida Fumiko Ito

Resumo


Muitas doenças já foram relatadas na cultura da soja, porém a incidência e severidade dependem de alguns fatores, como clima, cultivares, potencial de inóculo de patógenos, estrutura e fertilidade do solo, vigor da planta, dentre outros. O cenário das doenças na cultura da soja no Brasil vem se alterando a cada ano, com o aumento da severidade de algumas doenças, tanto da parte aérea, como as causadas por fungos habitantes do solo. A maioria dos patógenos bacterianos e fúngicos é transmitida ou transportada pelas sementes. As principais doenças bacterianas são crestamento bacteriano, fogo selvagem e pústula bacteriana. Essas doenças encontram-se controladas através do uso de cultivares de soja com maior nível de resistência genética aos seus patógenos. As doenças causadas por fungos são a maioria na cultura. A ocorrência das doenças pode variar de safra a safra, de região a região e a maior ou menor severidade depende das condições climáticas, cultivar de soja em uso e potencial de inóculo do patógeno. Algumas doenças têm requerido controle químico, como as doenças de fim de ciclo, oídio, mofo branco e ferrugem. A ferrugem tem proporcionado altos custos ao seu controle com fungicidas, há mais de uma década. Nas últimas safras, o mofo branco também tem ocorrido em muitas culturas, com necessidade do uso de fungicidas. Nesta palestra são apresentadas as principais doenças da cultura da soja, seus sintomas e o manejo integrado ao controle de doenças.

Palavras-chave


Glycine max, patógenos, controle; grãos; soja

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DOI: https://doi.org/10.3738/nucleus.v0i0.908