EMERGÊNCIA E CRESCIMENTO INICIAL DE PLÂNTULAS DE TANGERINEIRA ‘CLEÓPATRA’ SUBMETIDAS A DIFERENTES NÍVEIS DE SOMBREAMENTO

Tiago de Souza Marçal, Madlles Queiroz Martins, Ruimário Inácio Coelho, José Augusto Teixeira do Amaral, Adésio Ferreira

Resumo


Os conhecimentos sobre as respostas das plantas à luminosidade são de grande importância para a produção de mudas, mas nem sempre estes dados estão disponíveis para muitas espécies. O objetivo deste trabalho foi avaliar a emergência e o crescimento inicial de mudas de tangerineira ‘Cleópatra’ (Citrus reshni Hort. ex Tan) submetidas a diferentes níveis de sombreamento. Os níveis de sombreamento avaliados foram: 0 (pleno sol), 30, 50, 80% de sombra. As sementes foram plantadas em quatro repetições com 25 sementes, totalizando o número de 100 sementes para cada nível de sombreamento, em tubetes contendo o substrato Plantmax® Florestal. As características analisadas foram: índice de velocidade de emergência (IVE); percentual de emergência (PER); altura (ALT); número de folhas (NF); área foliar (AF); massa da matéria seca da parte aérea e da raiz (MSPA e MSR) e teores de clorofila a, b e total (CLO A; CLO B; CLO T) nas folhas. Por meio de análises de regressão observou-se resposta linear para altura das plantas em função do nível sombreamento. Para as demais características observou-se comportamento polinomial de 2° grau, com as características IVE, AF, MSPA e MSR apresentando pontos de máximo. Comportamento diferente dos observados para as características NF, CLO A, CLO B e CLO T cujas curvas passam por ponto de mínimo. Portanto, ao se analisar o conjunto das características avaliadas observa-se que o nível de sombreamento de 50% proporcionou maior emergência e crescimento das mudas de tangerineira ‘Cleópatra’.

Palavras-chave


Citrus reshn; porta-enxerto; desenvolvimento e luminosidade.

Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.3738/1982.2278.990