LUXAÇÃO PATELAR MEDIAL GRAU IV EM GATO: RELATO DE CASO

Endrigo Gabellini Leonel Alves, Rogério Rodrigues Arantes Faria, Jéssica Alejandra Castro Varon, Isabel Rodrigues Rosado, Cleuza Maria de Faria Rezende

Resumo


Este trabalho tem como objetivo relatar um caso de luxação patelar medial grau IV em gato, abordando aspectos clínicos e cirúrgico. A luxação de patela caracteriza-se por sua saída do sulco troclear. Comumente essa patologia é congênita e se não tratada precocemente pode gerar graves alterações osteomusculares. A luxação patelar não é comum em gatos especialmente o grau IV. Foi atendido um gato com histórico de claudicação, apoio parcial e atrofia do membro pélvico esquerdo. No exame físico foi observada a patela luxada medialmente de forma irredutível, incapacidade de extensão completa do membro e desvio medial da tuberosidade tibial. O exame radiográfico mostrou a patela luxada medialmente e desvios angulares de fêmur distal e tíbia proximal. No tratamento cirúrgico foram realizados trocleoplastia, desmotomia medial da cápsula articular, liberação parcial do reto femoral e vasto medial, transposição da tuberosidade tibial, sutura antirotacional, imbricação lateral de cápsula articular e reforço do retináculo lateral com fascia lata. No pós-operatório o animal permaneceu com bandagem de Robert Jones por dez dias e recebeu como medicação meloxicam, cefalexina e condroton. O tratamento foi eficiente no realinhando do mecanismo extensor e na manutenção da patela no sulco troclear. O animal voltou a utilizar o membro aos 10 dias de pós-operatório. Conclui-se que a associação de técnicas cirúrgicas realizadas promove o alinhamento do das estruturas do mecanismo extensor e a estabilidade da patela no sulco troclear, sendo eficiente no tratamento da luxação patelar medial em gatos.

Palavras-chave


ortopedia; Felis cantus; técnica cirúrgica

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DOI: http://dx.doi.org/10.3738/21751463.1542