A FALA ECOLÁLICA NA PERSPECTIVA BENVENISTIANA DA ENUNCIAÇÃO

Carla Regina Rachid Otavio Murad, Danilo Corrêa Pinto, Juliana Vilela Alves

Resumo


O objetivo deste artigo é problematizar o conceito de ecolalia como “patologia da fala” através do questionamento de alguns conceitos tradicionais do senso comum que vigoram em nossa sociedade sobre língua, fala e sujeito. A teoria da enunciação de Èmile Benveniste (2005) propõe um olhar diferente sobre a língua e a fala, que, por sua vez, gera implicações tanto de cunho individual, para o falante, como social, para aqueles com quem o falante convive. A pequena contribuição, que espero oferecer através de minha posição enquanto pesquisadora principiante de Benveniste de uma criança de três anos com diagnóstico de “distúrbio na fala”, vai ao encontro de estudos linguísticos que veem a “patologia” como um sintoma da linguagem (FLORES, 2007) e o sujeito como “único e irredutível” (NORMAND, 1996).

Palavras-chave


: Lingüística. Enunciação. Distúrbio na fala. Ecolalia.

Texto completo:

PDF


DOI: http://dx.doi.org/10.3738//1982.2278.801

Comentários sobre o artigo

Visualizar todos os comentários