SELÊNIO E VITAMINA E EM DIETAS PARA TILÁPIAS Oreochromis niloticus

Hortência Aparecida Botelho, Matheus Hernandes Leira, Carlos Cicinato Vieira Melo, Aline Assis Lago, Érica Machado Fernandes, Marcos Barcellos Café, Rilke Tadeu Fonseca de Freitas

Resumo


Dentre as espécies de peixes que demonstram potencial para o cultivo no Brasil, a tilápia do Nilo (Oreochromis niloticus) é considerada a espécie mais produtiva. Essa espécie apresenta diversas vantagens, entre elas: rápido crescimento, maior rendimento de filé, resistência a baixa qualidade de água e boa aceitação no mercado consumidor. Na nutrição de peixes vários são os aspectos a serem avaliados em uma ração. O selênio e a vitamina E fazem parte de um sistema de defesa antioxidante multicomponente. Este sistema protege as células contra os efeitos adversos das espécies reativas de oxigênio e outros radicais livres que iniciam a oxidação. Além disso a suplementação de Vitamina E na dieta proporciona um maior desempenho produtivo, efeitos positivos nos parâmetros imunológicos dos peixes e resistência ao estresse. O selênio é um elemento que possui margem estreita entre os níveis de exigência e toxidez. As exigências são baixas, mas se não atingida, podem comprometer o sistema antioxidante e causar graves consequências para o metabolismo do animal. A capacidade do peixe em acumular selênio nos tecidos pode tornar a carne de pescado um interessante alimento funcional para a nutrição humana, especialmente como boa fonte de selênio. A espécie tilápia do Nilo tem um nível de exigência específica de selênio e vitamina E que não pode ser satisfeito somente pelo ambiente aquático. Desta forma uma correta suplementação na dieta de minerais e vitaminas poderá garantir um maior desempenho, proporcionando uma melhor qualidade de carne e melhor aceitação no mercado.

Palavras-chave


Aquicultura. Antioxidante. Imunológicos

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DOI: http://dx.doi.org/10.3738/1982.2278.2703

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