ALTERAÇÕES CLÍNICAS E LABORATORIAIS DE CÃES E GATOS COM DOENÇA RENAL CRÔNICA – REVISÃO DA LITERATURA

André Luiz Baptista Galvão, Juliana Corrêa Borges, Manuela Cristina Vieira, Guadalupe Sampaio Ferreira, Elzylene Léga, Mildre Loraine Pinto

Resumo


Os rins têm papel de destaque na manutenção da vida, pois desempenham um conjunto de funções que garantem a homeostase do organismo. A doença renal crônica (DRC) é usualmente observada em cães e gatos e independente da etiologia, é caracterizada por lesões estruturais irreversíveis, que podem evoluir progressivamente para falência renal. Na DRC ocorre a incapacidade de executar adequadamente as funções de manutenção do equilíbrio hidroeletrolítico e ácido-base, excreção de catabólitos e regulação hormonal. Estima-se que somente após a perda irreversível de mais de 75% da capacidade funcional, inicia-se a manifestação dos sinais de uremia, cuja intensidade varia em cada paciente. O gradual aumento da disfunção renal compromete também a capacidade funcional de outros órgãos, resultando no aparecimento da síndrome urêmica. Os exames complementares como urinálise, hemograma, bioquímicos séricos e urinários permitem elucidar o grau de comprometimento renal e estabelecer a melhor conduta terapêutica a ser realizada. Desse modo, os exames laboratoriais possuem grande relevância, pois auxiliam no diagnóstico e prognóstico, caracterizando o estágio de evolução da enfermidade e orientando as condutas terapêuticas a serem adotadas. Assim, descrever as manifestações sistêmicas promovidas pela doença renal crônica em pequenos animais e correlacionar com os achados laboratoriais é o objetivo da presente revisão literária.

Palavras-chave


azotemia; insuficiência; uremia

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DOI: http://dx.doi.org/10.3738/na.v2i1.368